Qual a diferença entre ser Maçom e não sê-lo?

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Qual a diferença entre ser Maçom e não sê-lo?

Qual a diferença entre ser Maçom e não sê-lo?

Desde que fui iniciado nos Augustos Mistérios, essas duas perguntas têm povoado meus pensamentos.

A definição, digamos técnica, do que seja Maçonaria é encontrada em nossos manuais, rituais e agora, em nosso Portal na internet.

Mas eu queria uma definição minha.  No meu sentir, o que é a Maçonaria?

Tenho meditado sobre o tema e encontrei uma definição muito particular, a qual gostaria de expor:

A Maçonaria, para mim, é um meio do homem aprimorar o seu caráter e fazer aflorar a humanidade que está interiorizada em cada um, com a exacerbação desses valores, próprios da humanidade, alcançados pela convivência fraterna.

Noutras palavras, nos voltamos para a prática do bem, em virtude do conhecimento, valores adicionais e energia que recebemos nas sessões.

Outra questão que tem merecido minha atenção detida é:

O que é ser Maçom?  Qual a diferença entre ser Maçom e não sê-lo?

Quanto a ser Maçom: ser Maçom é ter controle relativo em relação aos seus atos e, sobretudo, saber analisar uma situação e buscar a saída que seja, não a melhor, mas aquela que seja mais justa e demonstre o melhor equilíbrio.

Assim, ser Maçom é ter um forte senso de justiça e lutar pela ampla liberdade de expressão, mesmo que sem aceitar algumas idéias; porém sempre respeitando a opinião de terceiros.

A outra questão (Diferença entre ser e não ser Maçom) me foi muito mais complexa e me exigiu grande e profundo estudo e pesquisa.

Não encontrei uma resposta pronta para essa pergunta.

No entanto observei que meu modo de agir em relação a muitas coisas, bem como os meus valores, sofreram mudanças muito significativas.

Aqueles que me conhecem, sabem que não me limito a ter a percepção das transformações, mas sim, procuro me certificar de que elas realmente se deram; talvez até por dever de ofício.

Aqueles que me são próximos confirmaram as transformações que percebi.

Então, a maneira que encontrei de responder a essa questão (diferença entre ser Maçom e não sê-lo), foi a seguinte:

Antes estudava para alcançar aprovação, conseguir nota; hoje, estudo para conhecer.

Antes impunha e ordenava; hoje, negocio e dou a pensar.

Antes eu acreditava simplesmente; hoje, analiso e pondero.

Antes eu via; hoje, enxergo.

Antes, trabalhava para o sustento e para atender ambições pessoais; hoje, trabalho pela dignidade e o prazer que ele (o trabalho) me dá.

Antes, agia para a individualidade; hoje, busco o bem comum.

Antes, restringia e segregava; hoje, prego a igualdade.

Antes, via pequenos grupos como ideais; hoje, festejo a fraternidade ampla.

Antes, procurava apenas cuidar; hoje, vejo que amar implica muito mais do que simplesmente cuidar; implica tolerar, compreender e orientar.

Antes, cada novo dia era apenas mais um dia; hoje, cada dia é uma oportunidade de renascer e realizar.

Antes, prevalecia absoluta, a matéria; hoje, é mais importante a espiritualidade.

Antes, o erro me era intolerável; hoje, o erro é uma grande oportunidade para o meu aprendizado.

Antes, eu apenas dava o peixe aos mais modestos; hoje, me esforço para lhes ensinar a pescar.

Antes eu era um, hoje sou todos e todos sou eu, através desta irmandade construída.

Antes orava para pedir; hoje, oro para agradecer.

Autor: Ven.’. Ir.: Neyvaldo Torrente Lopes – Deputado Estadual PAEL-SP

A.: R.: L.: S.: Luz do Ocidente nº 2706

 

Artigo publicado no site da PAEL