Conheça os Graus Maçônicos Simbólicos da Ordem

Exploramos as divisões hierárquicas de evolução na Maçonaria

Publicada por Gosp

Publicada em 07/06/2021

A Franco Maçonaria, é uma ciência que busca promover o aperfeiçoamento intelectual e social de seus membros. Para atingir este objetivo os Maçons livres e aceitos precisam passar por uma série de ensinamentos filosóficos. Assim como em um espaço acadêmico ou corporativo, todo novo aprendizado deve resultar em evolução, ou seja, é esperado que o Irmão busque conhecimento sobre a Ordem e ascenda na Instituição. As divisões hierárquicas estabelecidas na Maçonaria são chamadas de “Graus Maçônicos”. 

Dentro da Irmandade, existem mais de 200 divisões de hierarquias escalonadas, elas são denominadas “Ritos”, sendo os Ritos de “York” e o “Escocês Antigo e Aceito” os mais praticados pelas Grandes Lojas e Orientes no Brasil. Portanto, os Graus Maçônicos podem ser compreendidos como as divisões que mapeiam em qual etapa de evolução, em determinado Rito, encontra-se o membro de uma Loja. No Rito Escocês Antigo e Aceito existem 33 graus (sendo o 33º o mais alto grau - Soberano Grande Inspetor-Geral.) que devem ser percorridos.

Os Graus Maçônicos podem ser separados em duas categorias: simbólicos e filosóficos. Hoje abordaremos os Graus Simbólicos, que também podem ser chamados de Graus Universais, pois são comuns a todos os Ritos, eles adotam a Maçonaria de origem operativa que se refere aos três primeiros degraus na jornada de um Maçom: Aprendiz, Companheiro e Mestre. 

O Grau de Aprendiz Maçom simboliza o nascimento, pois nesta etapa o Irmão, recém-iniciado, tem o primeiro contato com o Simbolismo Maçônico, aqui ocorre ensinamentos sobre as respectivas funções que devem ser exercidas no Templo pelos membros, de acordo com suas posições hierárquicas. O Aprendiz, como sugere o nome, deve estar sempre pronto para aprender, buscando desenvolver as virtudes esperadas de um Maçom livre e aceito, enquanto rejeita os vícios e paixões do mundo profano. 

O Grau de Companheiro Maçom, significa a vida, a introdução do aprendiz a sua fase madura. Nesta fase o dever do Irmão é polir sua Pedra Bruta para transformá-la em Pedra Cúbica, utilizando novas ferramentas de trabalho (associadas a construção do Templo da virtude), que irão ajudá-lo a desenvolver sua ciência maçônica, onde ele será capaz de dominar as sete artes e ciências liberais: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Astronomia e Música.

Após desenvolver todas essas competências, o Irmão chega, enfim, ao Grau de Mestre Maçom, que representa o fim de um ciclo, onde o Irmão alcança a denominada “Plenitude Maçônica”, sendo este o grau mais elevado nas Lojas Simbólicas. O Mestre Maçom pode ocupar qualquer cargo dentro da Instituição Maçônica a qual pertence, tendo em vista que ele possui conhecimento superior acerca da história e dos objetivos da Ordem.

Os Graus dos Ritos são os caminhos pelos quais um Maçom precisa percorrer, para atingir a perfeição em seus conhecimentos sobre a Ordem, a fim de poder dedicar suas vidas maçônicas para a propagação das filosofias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.