Estudo Maçônico: Um Ilustre Maçom

Breve estudo sobre o legado de Hipólito da Costa

Publicada por Gosp

Publicada em 09/02/2021

Nascido na Colônia do Sacramento, atual República do Uruguai, no ano de 1774, filho do fazendeiro, Félix da Costa Furtado Mendonça e Ana Josefa Pereira, natural da colônia, Hipólito José da Costa Pereira Furtado Mendonça foi um importante jornalista, Maçom e diplomata luso-brasileiro.

Hipólito, licenciou-se pela Universidade de Coimbra em Direito e Filosofia em 1798, mesmo ano em que, a cargo do Conde de Linhares, Rodrigo de Souza Coutinho, foi aos Estados Unidos estudar questões de economia, tendo-se permanecido no país até o ano de 1800. Durante sua estada escreveu a obra "Diário de minha viagem para Filadélfia", que só veio a ser publicada em 1955. 

Foi nomeado Diretor Literário do Conselho da Imprensa Real em 1800, quando regressou a Portugal. Em 1802, Hipólito foi para a Inglaterra, em missão secreta, já era Maçom nesta época, tendo sido iniciado em 12 de março de 1799 na Loja de George Washington, a finalidade de sua viagem era promover a aproximação das "Lojas Inglesas" com a "Maçonaria Portuguesa "; quando retornou a Portugal foi preso pelo Tribunal da Inquisição, acusado de ser um “Obreiro Livre” - Maçom. Ficou em cárcere por três anos, sofreu maus tratos e situações desumanas, mas conseguiu escapar para Londres onde contou com o auxílio de seu amigo, e Maçom, Duque de Sussex, filho do Rei Jorge III.

No ano da criação da imprensa no Brasil, 1808, Hipólito funda o que será seu maior legado: o Correio Braziliense (1808-1820), também conhecido como “Armazém Literário”, considerado o primeiro jornal brasileiro. O periódico era notório pela forma crítica de analisar o cenário sócio-político de Portugal e do Brasil, e o posicionamento liberal para a época.  No ano de 1811, escreve o livro "Narrativa da Perseguição", obra que é considerada um tratado de defesa da maçonaria, onde Hipólito narra os horrores que viveu enquanto preso pela inquisição.

Hipólito José da Costa morreu em 1823, um ano após encerrar a publicação do jornal. Atualmente, ele é homenageado pela Academia Brasileira de Letras como Patrono da cadeira nº 17.