Quando um Maçom descobriu a penicilina

Breve estudo sobre o Irmão responsável por revolucionar a medicina moderna

Publicada por Gosp

Publicada em 20/09/2021

Nascido em 6 de agosto de 1881, em Lochfield, sudoeste da Escócia, Alexander Fleming foi um médico, químico, biólogo e farmacêutico britânico famoso por descobrir a penicilina. Filho de um fazendeiro e o mais novo de 8 irmãos, Fleming se mudou para Londres aos 13 anos, dando início ao seu treinamento como médico na St. Mary Hospital Medical School, onde se formou em 1906 como o primeiro de sua classe em todas as disciplinas.

Sua jornada Maçônica começou em 1909, quando aos 27 anos, Alexander foi iniciado na Loja Santa Maria nº. 2682 (Londres). Segundo os registros, ele também foi membro das Lojas Misericórdia nº. 3286 (Londres) e na Grande Loja Unida da Inglaterra, tendo ascendido ao grau 33º na Ordem, ocupando os cargos de Venerável Mestre, Tesoureiro, Grão-Primeiro-Vigilante e Cavaleiro Kadosh.

Uma vez formado, Alexander dedicou-se ao campo de pesquisa na St. Mary Hospital Medical School e também na Universidade de Londres, tendo como um de seus professores o pioneiro em vacinação, Sir Almroth Wright. Logo no início de sua carreira médica, Fleming se interessou pela ação bacteriana natural do sangue e pelos antissépticos. Ao retornar da Primeira Guerra Mundial, onde serviu como Capitão do Corpo Médico do Exército, ele direcionou seu foco na busca por uma maneira de reduzir o sofrimento dos soldados que lidavam com feridas infeccionadas no campo de batalha. 

Sua primeira descoberta aconteceu em 1921, quando ele identificou uma importante substância bacteriostática encontrada em tecidos e secreções de animais que suprime o crescimento de bactérias, à qual ele deu o nome de Lisozima. No entanto, sua maior conquista médica viria 7 anos depois, em 1928, quando, de volta ao St. Mary Hospital Medical School, ele se dedicou a estudar a bactéria Staphylococcus aureus, responsável ​​pelo desenvolvimento de cistos em feridas abertas provocadas por armas de fogo.

Certo dia, Fleming chegou em seu laboratório, após algum tempo ausente, e percebeu ter deixado o experimento exposto e que uma espécie de mofo, derivado do fungo Penicillium, havia contaminado o conjunto de placas que ele utilizava para cultivar a bactéria, o extraordinário é que ele percebeu que esse mofo possuía um círculo ao redor de si, onde não havia nenhum sinal ativo da bactéria Staphylococcus aureus.

Após fazer mais alguns experimentos com a nova substância, Fleming a nomeou penicilina. Ele publicou seus estudos no British Journal of Experimental Pathology. Essa descoberta revolucionou a face da medicina moderna e deu início ao que ficou conhecido como a "Era dos Antibióticos".

Mesmo que por acidente, Alexandre Fleming foi o homem, e Maçom, que criou o primeiro antibiótico da história, consolidando-se como um dos mais importantes cientistas do mundo, fato cementado em 1944 quando foi nomeado cavaleiro pelo Rei George VI, e novamente em 1945, ano em que recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina. O cientista faleceu no dia 11 de março de 1955, aos 73 anos, vítima de infarto fulminante, mas sua descoberta e seu legado permanecem vivos, gerando benefícios imensuráveis para o setor da saúde e consequentemente para todos os seres humanos.