Um maçom chamado Antônio de Castro Alves

Conheça a história do ilustre maçom e poeta Castro Alves

Publicada por Gosp

Publicada em 03/05/2022

Castro Alves ou Antônio Frederico de Castro Alves, escritor, poeta e maçom brasileiro. Nascido em Curralinho, Bahia no dia 14 de março de 1847. Faleceu em Salvador, Bahia em 6 de julho de 1871 com 24 anos de idade.

Castro foi o último grande poeta da terceira geração romântica no Brasil e ficou muito conhecido como “O Poeta dos Escravos”. Expôs em seus poemas a indignação pelos graves problemas sociais de seu tempo; denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, levando ao Romantismo um sentido social e revolucionário que o aproximou do Realismo.

Foi considerado também o poeta do amor por sua escrita amorosa que descrevia a beleza e a sedução do corpo da mulher. Se tornando o patrono da Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), por escolha do fundador Valentim Magalhães.

Por volta de 1853, ele e seu pai mudaram-se para Salvador, pois sua mãe havia falecido. Lá ele estudou no colégio de Abílio César Borges, futuro barão de Macaúbas, onde conheceu Rui Barbosa, e demonstrou vocação precoce para a poesia.

Em 1862 mudou-se para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, após duas reprovas, matriculou-se na Faculdade de Direito. Ambientado na vida literária acadêmica e admirado por seus versos, cuidou mais deles e dos amores que dos estudos. Em 1866, perdeu o pai e, pouco tempo depois, começou a apaixonada ligação amorosa com a moça que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida: Eugênia Câmara. Nessa época Alves entrou numa fase de grande inspiração e tomou ciência do seu papel de poeta social escrevendo o drama Gonzaga. Em 1868, mudou-se com sua amada Eugênia, onde se matriculou no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa.

No fim do ano o seu espírito se abate pela ruptura com Eugênia Câmara e durante uma caçada, o disparo inesperado de uma espingarda atingiu seu pé esquerdo, que, sob suspeitas de ter gangrena, teve de ser amputado no Rio, em meados de 1869. Foi quando voltou à Bahia, e passou o ano de 70 nas fazendas de seus parentes buscando melhorar sua saúde que estava envolvida por uma tuberculose. No final do ano, mais precisamente em novembro, lançou seu primeiro livro e único que chegou a ser publicado em vida, Espumas flutuantes, e recebido positivamente pelos leitores.

Castro Alves foi, no Brasil, o anunciador da Abolição e da República, com a cabeça totalmente voltada para a causa abolicionista, que lhe rendeu o livro "Cantor dos escravos". A sua poesia se aproxima da retórica, incorporando a ênfase oratória à sua magia.

Dele destaca-se a figura do poeta que aniquila a escravidão e a injustiça. Só Castro Alves estenderia sua poesia sobre a escravidão, tratando-o como herói, e continuar sendo integralmente humano.