Irmão Pedro Américo

Breve estudo sobre um dos maiores pintores brasileiros

Publicada por Gosp

Publicada em 08/08/2022

Nascido em 29 de abril de 1843, na cidade de Areia (PB), Pedro Américo de Figueiredo e Mello, foi um renomado pintor brasileiro, considerado um dos mais importantes da história do nosso país. Pedro cresceu em um ambiente muito artístico, sendo filho do violinista Eduardo de Figueiredo, que era casado com Feliciana Cirne e também trabalhava como comerciante para sustentar a família.

Desde muito jovem, Pedro Américo mostrou talento para as artes, em específico para a pintura, um dom natural que foi estimulado por seu pai, o que o levou a ser reconhecido como um menino prodígio, atuando no meio artístico ainda criança. Em 1852, com apenas 9 anos de idade, Pedro foi convidado a participar de uma expedição, pelo nordeste do Brasil, acompanhando o naturalista francês "Louis Jacques Brunnet", como seu desenhista auxiliar.

Sua formação artística acadêmica começou em 1854, quando se mudou para o Rio de Janeiro para estudar no Colégio Dom Pedro II. Depois, em 1856, estudou na Academia Imperial de Belas Artes, e em 1859 Pedro recebeu, do imperador Dom Pedro II, uma bolsa para continuar seus estudos na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, onde foi aluno de Jean-Auguste-Dominique Ingres, um dos maiores pintores do Neoclassicismo francês.

Esta bolsa e viagem à Europa foi financiada por Dom Pedro II, devido à reputação de Pedro Américo, que, segundo relatos, era muito dedicado em seus estudos, e também sob a condição de que o jovem enviasse seu trabalho para o Brasil, para que então seu progresso pudesse ser monitorado e validado pelo próprio imperador.

A volta de Pedro ao Brasil acontece em 1864, atendendo ao pedido do imperador. Já em casa, passa a lecionar na Escola de Belas Artes, mas em 1865 foi para a Europa, onde lecionou recebeu o título de Doutor em Ciências Físicas e Naturas.

Durante este tempo, Pedro Américo também produziu muitas pinturas, que costumava vender, ao mesmo tempo que se dedicava a outras atividades artísticas e acadêmicas como a poesia, a escrita românica e a filosofia.

Em sua vida pessoal, o pintor casou-se no ano de 1869 em Portugal, com uma mulher chamada Carlota de Araújo Porto Alegre, filha do cônsul brasileiro em Lisboa, que foi seu antigo professor. Juntos, eles tiveram três filhos.

Dentre as muitas obras de Pedro Américo, as pinturas que se destacam como representações de acontecimentos históricos do Brasil são:

1. O Grito do Ipiranga (1888)

2. Libertação dos Escravos (1889)

3. Tiradentes Esquartejado (1893)

Pedro Américo viveu seus últimos anos em Florença, na Itália, para onde se mudou em 1894. Em 7 de outubro de 1905, faleceu devido a uma doença chamada "cólica de chumbo", causada pelo contato com as toxinas das tintas com as quais ele costumava criar suas obras-primas. O corpo de Pedro foi devolvido para repousar em sua terra natal, na cidade de Areia (PB), lá permanecendo até os dias de hoje.

Quanto à sua participação na Ordem, sabe-se que Pedro foi um Irmão Maçom iniciado em 1870, aos 27 anos, como membro da Loja Comércio e Artes, Grande Oriente dos Beneditinos, Rio de Janeiro, Brasil.